Belchior: ‘Ex-projetistas’

segunda-feira, outubro 19, 2009

‘Ex-projetistas’

Vagando no Orkut, reencontrei essa comunidade.
Caramba! Sempre haverá feridas abertas, não? Claro! Sempre haverá novas pessoas na classe dos ex-membros. Já não lembro mais quanto tempo faz que saí, apenas lembro-me que foi temporal à saída do Fábio. Os primeiros momentos foram vividos como na comunidade, falando muito, criticando muito, extravasando muito. Fiquei pensando no tempo que passou. Graças a Deus que passou. As feridas fecham, as coisas boas ficam e a experiência surge.
As coisas boas mostram que houve dias impagáveis, de muitos risos, de corações sinceros, de amizades verdadeiras, de aprendizados importantes; mostram que construímos e fomos também construídos. A experiência mostra que fomos ingênuos e, muitas vezes, tolos, mas que fomos verdadeiros. E se fomos verdadeiros, não fomos os únicos, assim como não fomos os únicos tolos. Valeu a pena, e muito, só pelo fato de haver conhecido pessoas excelentes, cheias de virtudes, embora também senhoras de defeitos. Moysés Malafaia, Fábio Teixeira, André Bittencourt – com toda aquela truculência mesmo (rsrs) –, Denílson Alves, Jaiminho, Carlinhos... puxa, são tantos nomes, de tantos grupos e segmentos. No princípio, ainda desejava ser seletivo e cauteloso quanto a quem valia a pena citar, mas o tempo mostrou meus defeitos e a estupidez da minha presunção e arrogância. A graça que me alcança e o sangue que me lava e me compra a eternidade são igualmente para todos.
Não dá mais para viver entre os "projetistas". Entre outros impedimentos, eles ainda são capazes de me machucar e me ferir a alma, mas sou obrigado a admitir que só têm esse poder aqueles a quem eu amo, e Deus sabe o quanto eu os amei e o quanto fui sincero. Possivelmente, muitos vão seguir o mesmo caminho e ainda vão descobrir as mesmas coisas. Então, proponho que, quando a ferida fechar, oremos, de verdade, para que aqueles com os quais um dia nos alegramos estejam novamente a distância de um abraço, de um beijo, um pedido de perdão, um coração sincero, vestes branquiadas no sangue do Cordeiro, à direita do Pai, entre miríades de miríades. Porque bom, bom mesmo, é o Senhor. Só ele, e ninguém mais.
A todos nós, sem restrições, resta a graça.